SÚMULA DO PROJETO TERAPÊUTICO
 
 









MUNIC
ÍPIOS E DISTRITOS DA REGIÃO DE PRESIDENTE PRUDENTE ATENDIDOS PELO
HOSPITAL SÃO JOÃO

ALFREDO MARCONDES
ALVARES MACHADO
ANHUMAS
AMELIOPOLIS
CAIABÚ
CAIUÁ
CUIABÁ PAULISTA
DRACENA
EMILIANÓPOLIS
ESTRELA DO NORTE
ESPI GÃO
EUCLIDES DA CUNHA (PORTO EUCLIDES DA CUNHA)
ENEIDA
FLORESTA DO SUL
FLORA RICA
GARDÊNIA
IEPÊ
INDIANA
JUNQUEIÓPOLIS
JOÃO RAMALHO
MONTE CASTELO
MARTINÓPOLIS
MARABÁ PAULI STA
MIRANTE DO PARANAPANEMA
NOVA PÁTRIA
NOVA GUATAPORANGA
NARANDIBA
NANTES
OURO VERDE
PLANALTO DO SUL
PANORAMA
PAULICÉIA
PIQUEROBI
PIRAPOZINHO
PRESIDENTE BERNARDES
PRESIDENTE PRUDENTE
PRESIDENTE VENCESLAU
PRESIDENTE EPITÁCIO
PORTO PRIMAVERA
RANCHARIA
REGENTE FEIJÓ
ROSANA
SANTA MERCEDES
SÃO JOÃO PAU D’ALHO
SANDOVALINA
SANTO EXPEDITO
SANTO ANASTÁCIO
TUPI PAULISTA
TACIBA
TARABAI
TEODORO SAMPAIO


 

 

COMUNIDADE TERAPÊUTICA: UM MODELO ATUAL

 

ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL E FUNCIONAL

 

HOSPITAL SÃO JOÃO

 


AUTORES:
Equipe Técnica

Presidente Prudente, São Paulo, Brasil
2005



INTRODUÇÃO


         O HOSPITAL SÃO JOÃO é uma instuição atual adequada aos recentes avanços da assistência psiquiátrica da virada do século XXI que visa a reinserção social das pessoas portadoras de transtornos mentais, através do trabalho de uma equipe interprofissional, visando a qualidade de vida da pessoa nas diversas dimensões , familiar e social

         É tarefa do hospital, através da equipe de saúde mental, incrementar as relações interpessoais, melhorando o nível de comunicação e moldando um ambiente terapêutico que atue sinergicamente com as terapias biológicas e a terapia ocupacional (e claro que a maioria das formas de terapia ocupacional pressupõe relacionamento interpessoal), promovendo a saúde mental e a ressocialização do paciente na medida do possível, isto é, tendo-se na devida conta as características de cada patologia, sua fase evolutiva e o contexto de vida do paciente. Entretanto, pelo menos duas grandes questões estão ampliadas neste planejamento:

         a) A de se lidar com os grupos humanos - o que isto representa, especialmente em termos de dinâmica inconsciente.

         A equipe de saúde mental compete, formalmente, o papel dirigente da função terapêutica do hospital, está sujeito aos dinamismos grupais (com a particularidade de ser a equipe multiprofissional, um grupo de grupos). Não é possível, como a prática já o demonstrou, modernizar um hospital sem encarar o todo.

         A questão do ambiente terapêutico (ambientoterapia): um primeiro e fundamental passo no entendimento desta questão seria o discernimento de que, no hospital psiquiátrico, a concepção de ambiente terapêutico compreende uma “gestalt” muito mais abrangente do que instalações físicas confortáveis, boa alimentação e entretenimentos proporcionados a pacientes, tratamentos psicofarmacológicos adequados.

         O Ambiente terapêutico: a matriz do tratamento psiquiátrico hospitalar, compreende comportamentos físicos e interpessoais que devem ser planejados conscientemente por várias disciplinas, trabalhando juntas de modo coordenado com a participação do paciente e familiares, tendo por objetivo dar suporte ao tratamento”. Trata-se, segundo o entendemos, não apenas de “dar suporte”, mas de promover a ambientoterapia a um recurso terapêutico por si mesma.

         No ambiente hospitalar, devem ser consideradas seis condições essenciais para que exista uma atmosfera que favoreça a saúde: respeito, cortesia, dignidade, tranqüilidade, segurança e liberdade.

         Deve-se criar uma atmosfera curativa, baseada em permissividade, compreensão, aceitação e modelos de identificação saudável.

         O grupo Terapeuta deve proporcionar uma atmosfera de aceitação e segurança, onde as fantasias tenham a expressão permitida e sejam compreendidas, ao mesmo tempo em que as exigências ambientais não ultrapassem a capacidade momentânea do paciente .

         O ambiente hospitalar deve estar povoado por pessoas capazes e dispostas a contracenar com os pacientes... É saudável que os pacientes se vejam em outros (efeito espelho).

         A partir de vários anos de experiência, no Hospital São João, observamos ser de suma importância transformar a dinâmica institucional interferindo na infra-estrutura dos papéis de cada membro da equipe.

         Não vemos o hospital psiquiátrico como local de reedição dos mecanismos de exclusão social do doente mental, propondo sua mera diluição e esquecendo que a exclusão se estabelece com a instalação da doença. Não procuramos também uma saída meramente farmacobiológica e nem nos valemos profundamente das contribuições psicanalíticas. Nosso pensamento é que todas essas contribuições devem ser reunidas pelos profissionais da instituição psiquiátrica em uma atuação integrada.


PROGRAMAS TERAPÊUTICOS


         · Programa terapêutico para pessoas portadoras de transtornos mentais psicóticos agudos.

         · Programa terapêutico para pessoas portadoras de transtornos mentais psicóticos processuais.

         · Programa terapêutico para pessoas portadoras de dependência química.



INTERNAÇÃO

         O ato da internação é um procedimento complexo que deve receber a atenção e o cuidado devidos. O paciente não deve ser internado apenas porque ele quer ou os familiares querem. Tal atenção e cuidado iniciam-se com uma anamnese bem feita pelo médico plantonista, embasada em uma boa relação médico-paciente-acompanhantes. É comum que o paciente seja conduzido ao serviço “enganado”, apenas “para uma consulta” ou para “ficar somente três ou quatro dias”, e que, em face de uma situação emergencial, tenha que ser internado compulsoriamente. Queremos destacar que, uma vez caracterizada pelo médico plantonista a necessidade da internação, o paciente, familiares e, eventualmente, outras pessoas de referência, sejam adequadamente esclarecidos quanto aos motivos da hospitalização, objetivos do tratamento, o seu processo (inclusive participações do paciente na comunidade hospitalar), recursos médicos e de hotelaria, tempo de permanência, etc.(não se justifica, por exemplo, manter internado durante trinta dias um adolescente que teve um episódio isolado de embriaguez patológica mas que não é dependente do álcool). Estamos falando do compromisso de tratamento, freqüentemente difícil ou impossível de ser obtido num primeiro contato quando o paciente vem conduzido ao serviço em condições de discernimento prejudicadas (intoxicação alcoólica aguda) ou completamente abolidas (“delirium tremens”). É conveniente que nestes casos o compromisso com o paciente e familiares seja retomado o mais rapidamente possível, se necessário na forma de um confronto, quando se tratar de um paciente negativista. E vale assinalar que, freqüentemente, o constrangimento de uma internação compulsória, que pode comprometer a aderência e a seqüência do tratamento, na medida que seja vivenciado pelo paciente como um ato de agressão ou humilhação, pode ser evitado através de uma abordagem de convencimento não precipitada. Em suma, todo o empenho deve ser feito para que o paciente compreenda que não está sendo “jogado” para dentro de um hospital e sim que está iniciando um tratamento necessário.



                                                OS OBJETIVOS DA INTERNAÇÃO


         1- PROTETIVO
                  a) Salvaguardar a vida e a reputação do paciente;
                  b) Salvaguardar a comunidade ante o comportamento do paciente;
                  c) Tirar o paciente de um ambiente prejudicial.

         2- DIAGNÓSTICOS
                  a) Observação mais estrita;
                  b) Disponibilidade de procedimentos especializados.

         3- TERAPÊUTICOS
                  a) Motivação do paciente e da família:
                   - a aceitar e ajudar a terapêutica;
                   - a mudar hábito de vida.

                  b) Farmacoterapia:
                  - administração de esquemas farmacológicos demasiado complexos para serem executados em casa;
                  - iniciação rápida de esquemas farmacológicos potencialmente tóxicos exigindo observação                       cuidadosa;
                  - certeza de que os pacientes com transtornos mentais não colaborativos tomem medicação prescrita;


                  c) Sócio - Familiares:
                  - Reabilitação social, reuniões para psicoterapia de grupo,experiência de vida em grupo, exposição à                    comunidade terapêutica, aceitação de responsabilidades sociais;
                  - alívio de tensões familiares de modo a permitir a exploração e relacionamento e questões críticas,                    sem emergências de crise dentro da família.

                  d) Alguma terapêutica especial que não seja possível fora do hospital.


PLANO DE TRABALHO
SETOR DE ENFERMAGEM


         1 - INTRODUÇÃO:

         Este planejamento do serviço de enfermagem baseia-se no diagnóstico de uma situação. Exige participação ativa de todos na formulação, execução e controle dos Planos que constituem o Planejamento.

         Este Planejamento sempre é um meio para um fim. Assim sendo, foi elaborado um regimento interno de enfermagem, um manual contendo normas e rotinas, visando a organização do serviço. Baseado nisto, temos a coordenação, orientação, supervisão e controle deste serviço. Destacamos também o valor da enfermagem como elemento integrante de uma equipe multiprofissional de saúde, que permanece em atividade 24 horas do dia, e é o elemento com mais condições a informar sobre a situação real do paciente. Na proposta de um tratamento em equipe a enfermagem situa-se na triagem interna dos pacientes, levantando suas necessidades e encaminhando-os para as diversas áreas profissionais do grupo. Conseqüentemente, o trabalho da enfermagem é atuante na reintegração do paciente junto ao grupo de trabalho e da sociedade.


         2 - OBJETIVOS DO SERVIÇO DE ENFERMAGEM:

                  2.1. PARA A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL

                  2.1.1. Manter elevado o padrão profissional.

                  2.1.2. Adequar bem os pacientes no hospital.

                  2.1.3. Assegurar uma boa qualidade de serviço.

                  2.1.4. Assegurar melhor o profissional a quem o paciente foi encaminhado.

                  2.1.5. Ajudar no progresso e desenvolvimento do paciente.

                  2.1.6. Proporcionar meios para o grupo progredir, cada um na sua área.


                  2.2. PARA OS PACIENTES

                  2.2.1. Dar confiança aos pacientes e produzir boas relações entre pacientes e equipe de enfermagem.

                  2.2.2. Diminuir queixas e insatisfações dos pacientes.

                  2.2.3. Produzir bem estar e satisfação entre familiares dos pacientes junto com a equipe.

                  2.2.4. Prestar assistência aos pacientes atendendo as suas necessidades bio-psico-sociais.



PLANO DE TRABALHO
SETOR MÉDICO


         1 - INTRODUÇÃO:

         Cabe ao setor médico atender a todos que procuram a Instituição e a toda clientela internada no contexto geral, diagnosticando, planejando e efetuando intervenções terapêuticas (psicofarmacoterapia, psicoterapia, orientação individual e familiar).


         2 - OBJETIVOS GERAIS:

         Ao médico cabe assistir o doente na sua primeira avaliação fazendo a triagem e fornecendo o melhor encaminhamento para o caso. Quando necessário é feita a conduta e encaminhamento ambulatorial, orientação farmacológica e orientação familiar. Aos que necessitarem de internação será realizada anamnese psiquiátrica, exame físico, conduta psicofarmacológica e hipótese diagnóstica.

         Tais pacientes são acompanhados pela equipe que os avalia conjuntamente com a individualidade que merecem, incutindo, valorizando e dando encaminhamento junto ao médico psiquiatra, as prioridades do tratamento em seus diversos seguimentos (admissão, evolução e alta) - Projeto Terapêutico Individual.


         Para garantir tal ação, as equipes reúnem-se semanalmente.

         Durante todo este processo a participação médica será efetuada por clínicos gerais e psiquiatras que farão suas avaliações oportunamente.

         A cada paciente caberá um médico psiquiatra responsável. Este tem como objetivo tornar possível a vinculação necessária para o relacionamento saudável (Terapêutica Medicamentosa e Grupo Operativo).

         As intercorrências clínicas ou psiquiátricas são assistidas pelo médico plantonista responsável.

         Nas reuniões médicas semanais cabe a discussão de temas pertinentes a tal organização assim como estudos de caso.

         À reunião clínica deste hospital cabe o estudo de situações apresentadas pelos pacientes, críticas e sugestões ao trabalho apresentado pela equipe e estudos de caso.



PLANO DE TRABALHO
SETOR DE SERVIÇO SOCIAL


         1- JUSTIFICATIVA:

         O serviço social atua interpretando as relações das problemáticas sociais procurando intervir na realidade, na tentativa de promover o desenvolvimento integral do ser humano e seu ajustamento ao meio social em que vive. Dentro do organismo Institucional busca recursos e ou alternativas proporcionando o desenvolvimento biopsicossocial.


         2 - OBJETIVO GERAL:

         Favorecer o tratamento do paciente contribuindo para sua readaptação bio-psicossocial.

         3 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

         3.1. Possibilitar a ressocialização do paciente para readaptação ao meio social.

         3.2. Analisar os fatores predispostos, as causas pessoais, econômicas, culturais e familiares que envolvem o paciente e dificultam sua recuperação. Articulando soluções onde participem ativamente pacientes e familiares na procura do seu próprio bem-estar.

         3.3. Relacionar à doença os aspectos emocionais, psicológicos e sociais; atuando de maneira centralizada nas considerações, nas mútuas implicações desses fatores que impedem a preservação da saúde, o tratamento e retardamento da convalescença.

         3.4. Interpretar os aspectos da doença para a família contribuindo para que o plano de tratamento seja eficaz conforme as características de cada paciente, além de fornecer dados para a equipe que o acompanha.

         3.5. Sensibilizar a família da necessidade de sua colaboração e participação no tratamento para a eficácia do mesmo.

         4 - DIRETRIZES:

         O Plano de trabalho será realizado atingindo familiares e pacientes que se encontram hospitalizados e em segmento de tratamento levando em consideração a aplicação de métodos específicos de Assistência Social.


         5 - PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:

         Dar-se-ão a partir das seguintes técnicas:

         5.1. Reuniões semanais com as famílias, nas quais são abordados assuntos relacionados ao Plano de Tratamento do paciente.

         5.2. Atendimento individual do paciente e familiares em situações específicas.

         5.3. Entrevista com todas as famílias usuárias deste serviço o que possibilitará a coleta de dados e contribuirá no plano de tratamento do paciente.

         5.4. Visitas Domiciliares - têm como objetivo o conhecimento do contexto geral em que o paciente está inscrito; as relações sociais que mantém; situações – problema, analisando a totalidade de acordo com a realidade vivida pelas famílias.

         5.5. Orientação sobre o diagnóstico, para melhor compreensão e aceitação do transtorno pelo doente e por seus familiares.

         5.6. Orientação sobre o Programa de Tratamento.

         5.7. Orientação sobre alta hospitalar.

         5.8. Orientação sobre a continuidade do tratamento com informações sobre os recursos disponíveis na comunidade, endereços, marcação de consulta, com o encaminhamento de todos os procedimentos efetuados, guia de contra-referência (Boletim de Alta Hospitalar).

         5.9. Visitas aos serviços que prestam assistência aos pacientes que são encaminhados ao hospital e aos que saem de alta.




PLANO DE TRABALHO
SETOR DE PSICOLOGIA


         1. INTRODUÇÃO:

         A psicologia como ciência que estuda a mente humana, o comportamento manifesto não só o objetivo como também a influência que exerce sobre o ambiente, pretende auxiliar no tratamento das enfermidades psíquicas e na prevenção de seu aparecimento. Dentro da realidade do hospital psiquiátrico, onde a doença mental já está instalada, a psicologia pode oferecer um tratamento amplo que abrange o sujeito como um todo, dentro do aspecto mental, social, cultural, econômico e familiar na tentativa de resgatar e fortalecer o seu lado saudável. Transtornos mentais são manifestações psicológicas ou comportamentais associadas a comprometimentos do desempenho devido a perturbações biológicas, sociais, psicológicas, genéticas, físicas ou químicas. Cada patologia apresenta sinais e sintomas característicos, portanto, há a necessidade de um tratamento específico o qual viabilizará a reestruturação e reinserção do paciente no contexto sócio-econômico-familiar.

         Para tanto, é preciso de uma equipe multiprofissional que integre todos os setores e realize de forma efetiva um atendimento adequado. Uma equipe multiprofissional e um projeto comum. O que pretendemos desenvolver é um trabalho conjunto com as demais áreas profissionais atuantes dentro do hospital.

         2. JUSTIFICATIVA:

         O setor de psicologia visa a assegurar um tratamento adequado e coerente com a psicopatologia apresentada promovendo a ressocialização do paciente.

         3. OBJETIVOS:

         - O reconhecimento da necessidade de ajuda;
         - Maior aceitação de si mesmo;
         - Aumento da auto-estima;
         - Reflexão acerca dos próprios problemas;
         - Minimizar o sofrimento;
         - Melhor contato com a realidade objetiva;
         - Estimular a participação de atividades socioterápicas com o intuito de diminuir a ociosidade e impulsos agressivos desenvolvendo o sentimento de pertencer à sociedade;


         4. ATIVIDADES PLANEJADAS:

         - Avaliação dos pacientes;
         - Atendimento grupal;
         - Atendimento individual;
         - Relato nos prontuários.




PLANO DE TRABALHO
SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA


         A nutrição é a ciência e a arte de utilizar as dietas e de aplicar os conhecimentos fundamentais da alimentação e do metabolismo em diversas condições de saúde e enfermidade.

         A ciência da nutrição está em constante evolução e em virtude disso, os pacientes que teriam anteriormente sucumbido à doença pela incapacidade de alimentar-se, tendo como conseqüência um estado nutricional deficitário progressivo, são agora, mantidos vivos.

         O tratamento dietético consiste no uso do alimento como fator auxiliar no restabelecimento da saúde, através do planejamento e preparo de dietas combinando os nutrientes de acordo com as necessidades dos indivíduos em diferentes estados de saúde e doença.

         As dietas são classificadas de acordo com os nutrientes, fibras, texturas, consistência, restrições qualitativas e programas de tratamento ou uma combinação desses fatores. As dietas hiperprotéicas, hipervitamínicas e hipercalóricas são exemplos de dietas orientadas com nutrientes. As modificações de muito ou pouco resíduo estão relacionadas com o teor de fibras. A dieta branda e a líquida são prescritas de acordo com a textura e consistência dos alimentos. As designações de restrições e qualitativas referem-se às dietas para diabéticos e para hipertensos ou hipotensos.

         O serviço de nutrição e dietética trabalha no sentido de auxiliar no tratamento do enfermo fornecendo alimentação adequada e balanceada. Além de atender a médicos e funcionários servindo alimentação normal.

         OBJETIVO GERAL: Preparar e distribuir alimentação para população sadia e enferma garantindo qualidade, quantidade, harmonia e adequação.

         OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Fornecer alimentação adequada à patologia e que supra as necessidades dos indivíduos atuando no seu tratamento.
Servir uma alimentação adequada aos médicos e funcionários.



PLANO DE TRABALHO SETOR
DE TERAPIA OCUPACIONAL

         É indispensável a ação conjunta da ocupação individualizada e educação terapêutica para a restituição ao doente de um modo de vida ordenado e útil. O tratamento deve aspirar constantemente reintroduzir a lógica sã na vida e no mundo ideológico dos doentes, e tudo o que se faz deve ter sentido e finalidade. Em virtude disso, a reeducação e a ergoterapia devem ser efetuadas com uma metodologia pedagógica. Visando organizar as atividades, estabeleceu uma gradação - análoga à escolar - para os trabalhos, escalando-os de acordo com as dificuldades apresentadas:

         (a) ocupações de grau inferior (como veremos adiante são utilizadas para Pacientes Mais Necessitados - PMN) - ocupações de máxima simplicidade que não exigem esforço de atenção nem independência do doente. Ex.: ajudar a transportar objetos, comida e roupa; carregar terra em carrinho de mão; executar trabalhos domésticos de muita simplicidade, como tirar o pó dos móveis etc.; executar tarefas que exijam movimentos digitais elementares e repetitivos como trançar para fabricação de esteiras, desfiar lã ou fibras.

         (b) ocupações de 2.º grau (estas, no Hospital São João as denominamos AI - Atividades Internas como será explanado adiante) - trabalhos mecânicos que requeiram pouca atenção ou iniciativa. Esses trabalhos devem exigir bastante tempo para execução a fim de que os pacientes possam habituar-se. Ex.: arrancar erva daninha (desde que não seja necessária uma atenção especial, como por exemplo, em prados grandes, porém nunca entre verduras tenras pelas quais se deve ter cuidado especial), adubar a horta. Recomendam-se, também, trabalhos domésticos de toda espécie, em caráter de ajuda a um empregado.

         (c) ocupações de 3.º grau (AI - mais elaboradas) - trabalhos que exijam atenção, iniciativa e inteligência regulares. Ex.: cardar lã, tecer tecido liso em um tear de dois pedais, consertar roupas, trabalhar com vime (trançar o fundo dos cestos); ajudar em serviços de cozinha (descascar batatas, lavar legumes) e de limpeza em geral, ordenhar animais; executar independentemente trabalhos regulares de transporte, como levar diariamente a lenha e legumes à cozinha. Os trabalhos domésticos já podem ser confiados com inteira independência aos pacientes deste grau, sem vigilância.

         (d) ocupações de 4.º grau (AE - Atividades Externas) - trabalhos que requerem boa atenção e uma reflexão quase normal. Ex.: executar trabalhos especializados de agricultura e jardinagem; confeccionar roupas, trabalhos manuais delicados de toda espécie; colaborar mais independentemente na cozinha e lavanderia substituindo trabalhadores de rotina normais; tecer em tear de quatro pedais.

         (e) ocupações de 5.º grau (AE - Paciente em condições de assumir suas responsabilidades já em seu domicílio) - ocupações que exigem plena capacidade de rendimento equiparável ao rendimento de um indivíduo normal da mesma classe. É conveniente confiar a esses pacientes, na medida em que tenham capacidade de desempenho, cargos de responsabilidade como direção de pequenos grupos de trabalhadores, serviço telefônico, portaria, correio e despachos. (28)

         ... A responsabilidade e a missão do terapeuta ocupacional (no Hospital São João participa da mesma toda a equipe multiprofissional) consistem em ajudar o paciente através de uma avaliação cuidadosa de seu problema e da utilização das situações e atividades apropriadas nos aspectos físico, psicológico, social e econômico de sua vida; competência para comunicar-se, para estabelecer relações interpessoais, para chegar a adaptar-se ao seu trabalho e estar capacitado a desempenhá-lo, para desfrutar das diversões; competência para ocupar, na sua vida, o lugar apropriado na forma mais conveniente.




OBJETIVOS
MÉTODOS
TÉCNICAS
EXERCÍCIOS
Atividade Motora (Práxis)

Sociabilidade

Espontaneidade
Predominantemente ativos

Predominantemente sociais

Predominantemente auto- expressivos
Esportes, trabalhos manuais

Recreação, Serviço Social

Arte não convencional
Esportes, madeira, couro, tr. domésticos, fibras, agropecuários

Festas folclóricas, religiosas, cívicas, de aniversário; recursos, cinema, rádio, TV, banda, coral.

Desenho, pintura, escultura, cerâmica, literatura, improvisação com fantoches



A PRÁTICA DA TERAPIA OCUPACIONAL NO
HOSPITAL SÃO JOÃO


         A característica básica das atividades na Comunidade Terapêutica é a espontaneidade na participação de seu integrante. Não existe um programa fixo de atividades para pacientes; este será organizado de acordo com as necessidades, o desejo e as preferências do grupo de pacientes e terapeutas na micro-equipe (reunião semanal em que participam: médico psiquiatra, enfermeiro supervisor, terapeuta ocupacional, psicólogo e assistente social de cada grupo de pacientes).

         Os pacientes exercem várias atividades que se estruturam em comissões, sendo estas internas e externas.

         As comissões de atividades externas são assim chamadas, porque são realizadas em uma área do hospital em que participam conjuntamente, pacientes de ambos os sexos e compreendem várias atividades exercidas por aqueles em melhores condições.

         As comissões de atividades internas, são específicas de cada área, masculina e feminina, funcionando independentemente. Compreendem atividades para pacientes em início de tratamento, primordialmente, que ainda não apresentam condições de freqüentar a área externa.

         ORGANOGRAMA DAS COMISSÕES

         PMN (Pacientes Mais Necessitados)
                  Comissão de Passeio
                  Comissão de Trabalhos Manuais - Atividades mais regressivas
                  Comissão de Esportes e Recreação
          AI (Atividades Internas)
                  Comissão de Higiene Ambiental
                  Comissão de Trabalhos Manuais - Grau de elaboração 1
                  Comissão de Esportes e Recreação
                  Comissão de Cultura e Imprensa - Grau de elaboração 1
                  Comissão de Copa e Cozinha - Grau de elaboração 1
                  Comissão de Saúde Pessoal - Grau de elaboração 1
                  Comissão de Artes e Festas - Grau de elaboração 1
         AE (Atividades Externas)
                  Comissão de Portaria e Recepção
                  Comissão de Auxiliares de Enfermagem
                  Todas as demais comissões citadas em grau de elaboração 2




ROTEIRO DO PROGRAMA DE TRATAMENTO DE
DEPENDÊNCIA QUÍMICA




          TRATAMENTO DO ALCOOLISMO E TABAGISMO

         O Programa de Tratamento de Alcoolismo e Tabagismo do Hospital São João propõe uma interação entre esses dois tipos de tratamento, uma vez que a incidência de alcoolistas dependentes de tabaco é considerável e requer um tratamento específico e bem elaborado.

         A proposta do programa primeiramente é deixar a Equipe técnica bem informada sobre a essas dependências químicas, e assim desenvolver um tratamento para tal processo relacionando-os e construindo um programa adjunto que seja possível na prática.


         Objetivos Gerais do Programa

         · Operacionalizar um tratamento multidisciplinar de qualidade, que não se restrinja apenas à desintoxicação orgânica.
         · Atender à grande demanda de pacientes alcoolistas que buscam atendimento no Hospital.
         · Diminuir os índices de reinternações de pacientes alcoolistas.
         · Reabilitar e reintegrar o paciente alcoolista na sociedade.
         · Proporcionar recursos que permitam ao paciente adquirir um melhor nível de qualidade de vida.
         · Diminuir o índice de tabagistas.
         · Conscientizar o tabagista dos malefícios do vício.


         Estrutura e Funcionamento do Programa

         * População Atendida: pacientes alcoolistas e tabagistas internados no Hospital São João.


         * Local: Hospital São João e Futura - Comunidade Terapêutica


         * Duração do Programa: 4 semanas


         * Equipe Técnica Responsável: Médicos
                           Fisioterapeutas
                           Psicólogas
                           Assistentes Sociais
                           Enfermeiros
                           Terapeutas Ocupacionais
                           Nutricionistas
                           Prof. Educação Física

         * Internação:
         Na internação o paciente é avaliado pelo médico de plantão, recebendo um diagnóstico inicial. São triados para o Programa de Alcoolismo os pacientes que apresentarem os seguintes diagnósticos: Psicoses Alcoólicas e Síndrome de Dependência do Álcool.


         * Orientação para a Família sobre o Programa:
         O setor de Serviço Social presta à família do paciente internado todas as informações sobre o Programa de Alcoolismo com o objetivo de conscientização sobre a importância do apoio familiar no tratamento bem como de estabelecer a autorização da família para a participação do paciente no programa.


         * Avaliação Médica:
         O paciente recém-internado é submetido a um exame clínico, no qual é realizada uma avaliação das condições físicas e estado global da saúde do paciente pelo médico clínico geral.


         * Avaliação Psicológica:
         O Psicólogo realiza uma entrevista preliminar com o paciente, na qual são avaliados o estados psíquico e emocional do paciente, especialmente o


         * Formação dos Grupos do Programa:
         
Os pacientes indicados para o Programa são inseridos no próximo grupo a ser iniciado, aguardando no máximo 6 dias para iniciar sua participação no programa.
         Semanalmente há um novo grupo iniciando o programa, sempre às segundas-feiras.
         Cada grupo tem seus horários próprios para cada uma das atividades do programa, sendo que os horários e locais de atividades são mantidos fixos durante toda a duração do Programa.

         * Quadro Geral das Atividades do Programa:


ATIVIDADES
SETOR RESPONSÁVEL
Atendimento Médico
Setor de Medicina
Medicação e Acompanhamento
Setor de Enfermagem
Atendimento à Família
Setor de Serviço Social e de Medicina
Grupo Operativo
Setor de Psicologia
Grupo de Depoimento
Setor de Psicologia
Atividades em Comissão
Coordenadoras de Comissão
Exibição e discussões de vídeos sobre alcoolismo
Setor de Psicologia e de Serviço Social
Reunião dos Alcoólatras Anônimos
Membros do A.A. de Pres. Prudente
Palestras dos Pacientes
Setor de Psicologia
Atividades Físicas
Setor de Fisioterapia e Educação Física



         Atendimento à Família

         Caberá ao Serviço Social o atendimento das famílias dos alcoolistas que participam do Programa de Alcoolismo.

 
 
         Anexos


 
 
 
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